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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Esmo

Esmo


Goteja amor nesse coração semiárido
Que de tanto fingir se apaixonar
Só me restou o sal do mar
Gris, triste, sozinho e pálido.

Goteja amor nesse coração a sangrar
Lagrimas de um falastrão fingido
Utópico em dizer que vem sentindo
Incapaz de interpretar o que é amar.

Talvez seja piegas buscando a perfeição.
Então por que me atiças bela desconhecida
Que entra sem pedir permissão.

Que chega nessa paixão desmedida
E vai logo preenchendo esse coração
Desconcertando todos os princípios de uma vida

J Mario Cavalcante

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A TODAS VOCÊS

Queria pedir desculpas pelos sorrisos que não te dei de presente.
Por todas as declarações de amor que guardei só pra mim.
Devia ter te mandado mais flores com bilhetinhos.
E vestido minha melhor roupa só pra te ver.

Queria pedir desculpas por ter fingido não me importar.
Por todos os sonhos que guardei sem ter divido com você.
Devia ter te escrito mais poemas e deixado no seu travesseiro.
E vestido meu melhor rosto só pra sair com você.

Queria pedir desculpas por não ter me esforçado mais por nós.
Por todos os momentos importantes que não estive ao seu lado.
Devia ter te dado mais abraços e sussurros no seu ouvido.
E vestido meus melhores sentimentos só pra passar o resto da vida com você.


J Mario Cavalcante 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

QUASE UM SONETO

I

É no vazio do coração que o fim passa a ser ineficaz
Já que todas as esperanças foram antes desperdiçadas
Na futilidade de sentimentos simulados em palavras otimistas
Forjando assim sua insígnia de cafajeste perspicaz.

É no escuro que a solidão de abstrata torna-se palpável
E a perspectiva de dias melhores são dissipadas no derrotismo
Cronico e cíclico das vidas vagas, lúgubres... Num mundo nada amável
De pessoas gris, comodistas... O que me distancia tanto do altruísmo.

E o que me resta? A não ser amar uma quimera piegas.
Que apesar da impossibilidade do sentir e na certeza do desamor
O grande histrião aqui acredita e torna fidedigno que encontrara seu ás.

E nas linhas tristes antes escritas felicidade há de encontrar
Já que nem todas as cóleras do mundo podem ser suprimidas
Ao menos as minhas irão desvanecer-se. Pois vou intentar de amar!!!

J Mario Cavalcante


ALGUÉM SE IMPORTA?

E lá se vai mais um coração obsoleto sendo apeado
E guardado dentro de uma caixa de sapatos
Em cima do guarda roupa, ao lado dos seus sonhos de criança.

E acaba de nascer mais um boêmio no bar da esquina
Afogando suas angustias em um sorriso desmedido
Mais parecido com plangor.

Alguém se importa? Com seu arcabouço vazio que padece,
Com o deserto da alma de um homem que outrora 
Era impetuoso perseguidor do ardor da paixão.

E agora que ele tem uma vida em preto e branco
E o único momento em que ver cores
São nos devaneios de amores passados.
J Mario Cavalcante