Páginas

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Todo Bitolado Acha Que é Reaça

Pergunto-me o que você realmente quer dizer
Quando fingi importar-se com o que acontece
Mas não passa de mais um egoísta fingidor,
A maior mascara dos pérfidos é ser politizado.

Se você tem algo pra dizer, tem que dar a cara pra bater
Por que é muito fácil ser reaça de computador,
A nostalgia de ser utópico é bem favorável
Já que embasar-se num mundo que não existe parece fácil.

Enquanto palermas leem e não processam
E são apoiados pelos que não leem nem
O que já esta processado e eruditos hibernam
Em seus próprios pensamentos.

E alguns tem que contentar-se
Que só servem pra ser palhaços de mesa de bar
E que para expressar opinião tem que estudar.

J Mario Cavalcante

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Abra os Olhos

Desligue a TV
Ninguem escreve pra ninguem
Enquanto os olhos permanecerem irritados
Com a claridade servindo de pretexto
Para não se ler nenhum texto.

Os sorrisos serão sempre na mesma direção
Vagos de razão, preso em pequenices sociais,
Novelas cotidianas que empolgam os parvos
De ingenuidade tão estupida.

Por mais que tentemos sempre falta,
Pois o soberano de olhos fechados
E mente pequena foi deposto por ele mesmo
Quando acreditou ter aprendido tudo.

J Mario Cavalcante

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nação dos Leigos

A melancolia matutina
Que se desfaz num copo de café
Desperta-me para realidade de dias piores
De revolucionários egoístas
E jovens indistintos
E para os que temem a chegada de dias melhores
Conformem-se com a ignorância do povo
Que se exalta com um "hit" monossilábico e
Acha que consegue educação pegando atalhos,
Enriquece falsos profetas por pensar que assim se tornaras um bom "cristão",
Enquanto pensarmos que o mal do mundo é sempre culpa dos "outros"
Fechamos os olhos para a realidade do país que sempre lava suas mãos e nunca toma banho
E para os que consideram-se sábios e pensam ser inatingíveis só provam que conseguem esconder um                                                                                                     [pouco melhor sua falta de conhecimento.

E quando seu orgulho patriótico já estiver vespertino lembre se que falta pouco
Para o cair da noite e as canções de Roberto Carlos não farão mais sentindo.
A escuridão que virá traz com ela a nitidez do pensar, e para o que queira dormir
Por que esta cansado da sua carga horaria absurda não o isenta da culpa de não querer lutar.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Acho Que Já Posso Te Chamar De Meu Amor

Enquanto observo o lento desenrolar
Da minha solidão quando estou longe de você
Sou guiado por um arremedo de coração
Que nunca sabe o que dizer

Me envergonho todas as vezes que tento ser profundo
E com um ar de seriedade finjo não me importar
E morro de saudades todas as vezes que penso em você
E tudo isso serve pra descobrir que também me apaixono.

J Mario Cavalcante

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vitima das Circunstancias

As vezes não enxergo a minha frente
Os sonhos enfraquecem-se devido
O marasmo que a realidade derrama
Dentro da gente.

As vezes é difícil se levantar e sorrir,
Porque as incertezas que carrego comigo,
Tornam-se fardos pesados pra quem está inseguro.

Estou cansado de exaltar minhas dores
E de fingir que sou uma pessoa sólida.

Pois não sei o que vou fazer quando acordar.

J Mario Cavalcante.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Instante Que Antecede o Beijo

Os olhos cerrados aguardavam inquietos
Enquanto você respirava descompassadamente
E minha tez ficava cada vez mais tremula,
Enquanto você cálida ofegava
Quase recostada no meu rosto.

O instante que antecede
O repousar dos teus lábios nos meus 
Confunde sensações e desperta desejos
Negligenciando a razão antes confusa.

E esse momento que só é permitido
Aos autênticos apaixonados
Envereda-se por séculos afinco
Em corações serenos, felizes 
Por existirem dentro daquele instante.

J Mario Cavalcante

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dias Gris

O sorriso que brota no meu rosto
Determina uma felicidade irrefreada
Manifestada involuntariamente ao lembrar de ti.

Para todas as histórias malfadadas
De corações partidos que carregam
O pessimismo como bandeira triunfante.

Saibam que um pessimista convicto
Que acabou encontrando o amor
Num dia em que não havia perspectivas.

Considera a relatividade que a vida nos deu
Para acreditar que o que cabe aos apaixonados
É viver o presente sem preocupar-se com o futuro.

J Mario Cavalcante

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escolhas Mentirosas


Quando nos fechamos no nosso próprio mundo
Baixamos a cabeça para as nossas decepções
Vivemos presos em desilusões criadas por nós mesmos
Aceitamos todas as mentiras vendidas nos meios de alienação
Criamos justificativas para todos os nosso medos.

E de todas as situações malfadadas que rodeiam minha vida
São as frustrações não vividas que me incomodam
E as infinitas possibilidades que nunca me foram permitidas
Por escolhas que foram feitas em épocas obscuras
E que foram reveladas em futuros sombrios.

J Mario Cavalcante

sábado, 4 de maio de 2013

Destrinchando a Complexidade do Amor


A ausência que corrói o peito
E torna solitário um coração vazio
Que de tanto se encher de paixões
Deixa o amor vulgar.

De tanto pensar do que não é capaz
Desiste antes de tentar por acreditar
Que todos são servos dessa tecnologia
O mundo esta cheio de pessoas que são menos gente.

E você que existia dentro de um pedaço 
De papel e agora habita minha mente
E se arrepende de um passado
Que não te remete a um hoje.

E que me arrebata com o teu sorrir,
Olhar e falar. Ainda não encontrei o esconderijo
Daquela alma que me é igual.
Pra brincar de amar.

J Mario Cavalcante

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mesmice



No ostracismo de um olhar teu
Encontro-me fingindo não me importar
Com o coração cheio de falta de você
Caminho vagante nas entranhas da solidão.

Ignorado e distante de sorrisos teus
Deparo-me simulando não me preocupar
Com o pensamento abarrotado de você
Sigo errante na monotonia da vida.

J Mario Cavalcante

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filhos da Seca




O sol dourado que cintila no céu
Derrama-se sobre a caatinga
Num tom áureo que traduz beleza
Aos que observam de longe.

Para os que estão dentro
A beleza é anêmica
Diante do sofrimento
Que a seca assola.

E as carcaças sem vida
Putrificam o ar e os corações
Dos que amam essa terra, e dessa
Mesma que reluz beleza em meio a dor.

E o caboclo que ama sua terra
De face sofrida confunde-se
Perante a paisagem árida
De um Nordeste forte.

J Mario Cavalcante

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pensamento de Cordeiro



Valores deturpados vitrine nos novos tempos,
Onde vestir é mais importante que ser.
Mentes pequenas guiam multidões
E canções monossilábicas, são os novos hits da estação.

O vulgar torna-se tendencia
Em épocas de mentes obscuras
Que de tanto enlear, transformou
A inteligencia, capricho para os presunçosos.

J Mario Cavalcante

quinta-feira, 21 de março de 2013

Sonhos



É no ócio que se estabelece
Minha relação com as frustrações
Que vagam clandestinamente
Por caminhos que não passo.

Os sonhos afloram com prazo de validade
Em corações aflitos, desiludidos e vazios
E pra tornar real o que se é abstrato
Exige muita fé cega a ser despendida.

E pra se montar o enredo
De transformação do acreditar
Em algo possível de realizar
Me faz ter forças pra continuar.

E desistir nunca irá me tornar sensato,
Talvez um frustrado prepotente
Que joga seu sonho em uma lixeira
E mente pra si mesmo, dizendo que amadureceu.

J Mario Cavalcante

segunda-feira, 4 de março de 2013

Aonde estiver


Escrevo para transbordar as aflições
Que o silencio já se encheu de ouvir.
Renovar, o que se esta pútrido aqui dentro.
E que meus sonhos não se percam
Em sorrisos acolhedores deturpados.

Escrevo para falar de amor 
Que vem sofrendo a tempos
Na longa estação das trevas
De profanos que vociferam
Conhecedores do amor.

Escrevo para mostrar a cumplicidade
Que há entre amor e dor, e questionar 
Os indignos que se julgam detentores
Do primeiro sem se quer ter dado um passo 
Nos vários km que o segundo deixou para se chegar ao primeiro.

Escrevo para entender a chaga sempre aberta
Que sangra a cada novo recomeço e linha escrita.
Sempre tenta cicatrizar a cada sorriso teu
Mas volta a doer quando percebo que não passa
De mais uma frustração por dormir em braços frigidos.

Escrevo para que um dia meus sentimentos cheguem a ti.
Para que eu possa fechar a pagina que foi escrita para ti
E assim abrir uma nova para que eu comece a agradecer
Por todos os dias que escrevi a ti na expectativa de te encontrar
E finalmente descansar desse devaneio chamado solidão.

J Mario Cavalcante

sexta-feira, 1 de março de 2013

O que José diria?: Só imagem

O que José diria?: Só imagem: A solidão sempre a pregar peças Nos corações desatentos e lúgubres. Miragens que ao longe exprimem belezas Concepções comprometidas po...

Só imagem




A solidão sempre a pregar peças
Nos corações desatentos e lúgubres.
Miragens que ao longe exprimem belezas
Concepções comprometidas por insensatez.

Apaixono-me mil vezes todos os dias,
Mínimos gestos de extrema formosura
Fascinam, impecavelmente tão lindas
Sempre seduzem por tão doce candura.

E no silenciar das paixões dentro do peito
Por não desapegos a rotinas fúteis
Adquiridas quando? Nem lembro-me ao certo
Motivos esses que talvez deixe os dias desagradáveis.
J Mario Cavalcante

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Suicídio do Espirito




O Espirito acabou de suicidar-se
Tentou sequestrar a Esperança
Pois seria mais fácil convencer o suicídio coletivo
Dos outros com a Esperança desaparecida.

A Raiva esqueceu de tomar seu remédio
Perdeu o controle e tentou dar um tiro na Razão.
O Discernimento disse que ali não ficava
E que se a Raiva quisesse libertar a Loucura não impediria.

Lá vem a Loucura correndo de mãos dadas com o Amor
Disseram que se conheceram em tempos de crise
Na época em que o Espirito era jovem
E vivia confundindo a todos com ideias anarquista.

O Desespero com sua falta de personalidade
Tentou ficar no lugar da Esperança
Alegando que ficaria no posto por pouco tempo
Só ira preparar tudo para quando o Fim chegasse.
J Mario Cavalcante

Futuro Incerto





Quando o futuro torna-se incerto
E os pressentimentos depressivos,
Cheiram a incensos obscuros
De lugares que não sei se quero estar.

Ser das sombras que caminha
Em um lugar dentro de nós
Que lutamos constantemente
Contra, desviando o pensamento.

O pior de todos os sentimentos
É não ter sentimento nenhum
Pois não quero acordar mais um dia
E caminhar com a alma deserta.
J Mario Cavalcante

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Insonia




No silencio da solidão
Posso ouvir você dizer
Que não sirvo mais,
Que sou uma peça obsoleta.

E no vazio que habita
Meu peito fatigado
De esperar por um breve
Sorriso que esclareça tudo.

A insonia que tortura,
Filme de más lembranças
Torna o leito pungido
E o sono longínquo.

Nada como o amanhecer
Para dissipar os fantasmas
E reacender a fé
De um futuro não tão turbulento.

J Mario Cavalcante

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casualidade



      A tempestade que Francisco assistia pela janela de sua casa parecia não atormenta-lo, os olhos continuavam atentos as gotas que escorriam pelo vidro que distorciam a paisagem que vinha lá de fora.
      A paz que ele demonstrava estar a balançar-se na cadeira que fazia aquele barulhinho insistente e constante, só um disfarce da sua alma atormentada pelos fatos ocorridos a algumas horas atrás.
       Na mesa de jantar ainda se encontravam duas taças com um pouco de vinho em cada, uma das taças trazia marcas de batom em suas bordas de um rosado tímido. Lábios que pertenciam a uma moça que Francisco havia conhecido naquela mesma noite em um bar que costuma frequentar aos sábados.
       Apresentados por um amigo em comum, ele logo simpatizou com a moça que tinha o sorriso fácil e não apresentava aquele ar vulgar que algumas mulheres transmitem. Conversaram por algumas horas de fatos superficiais, pessoas que ambos conheciam, interesses em comum e acontecimentos banais. Ambos esperavam a mesma coisa naquela noite.
       Já era madrugada o bar estava pra fechar, Francisco pediu a conta e a convidou para terminarem de conversar em sua casa enquanto bebiam um pouco mais, Ela topou e eles foram caminhando.
       A madrugada estava fria o ar úmido fazendo cair gotas de orvalho nos seus rostos das arvores que arborizavam o caminho, caminhavam em silencio conversando com seus próprios pensamentos onde o único barulho que havia eram do solado de seus sapatos ao tocar no chão molhado.
      Francisco começou a tirar as chaves do bolso para abrir o portão ela o segurou pelo pulso, suas mãos eram pequenas dedos finos mas com firmeza o colocou contra a parede, por mais que não fosse nem uma surpresa o que está preste a acontecer, o coração dispara a sensibilidade aflora e o toque parece invadir sua pele, ambos anelavam até que seus lábios se encontram conectando todos os desejos em um único pulsar, as mãos dele seguram-a pelas costas encaixadas perfeitamente no seu vinco as delas afagam com furor os cabelos dele. Ele abre o portão as pressas o ritmo das coisas não é mais o mesmo os dois agora estão prestes.........., quando abrem a porta. Francisco depara-se com a insegurança dela, ela protelou, ele caminha até cozinha pega duas taças de vinho, começam a beber e sorrir um para o outro, colocam as taças em cima da mesa ela o pega pelo braço com um sorriso intimista e sobem.

J Mario Cavalcante

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnaval




As vezes a solidão esta cheia de gente
Todos títeres de suas próprias emoções
Carregam sempre consigo a esperança
De enxergar alguma fagulha de luz no breu.

Olhos ávidos buscam respostas para minha solidão cronica.
E as dores no peito de um romântico incurável
Se manifestam a cada novo carnaval
Culpa do vazio que enevoá minha mente.

Depois que o festim da alegria cai dos ombros
E as mascaras revelam a obscuridade das intenções humanas
A dança coreografada das palavras torna -se mais complexa
E para os que estão exausto de dançar, sentar-se no meio fio.
J Mario Cavalcante

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Possibilidades




Ao acaso a casualidade me sorriu
Repleta de possibilidades inexatas
Por ser tratar de uma personalidade
enigmática, fragmentada e ou inexistente.

Criar expectativas com fantasias utópicas
Me fez perceber que perdia muito tempo
Com preocupações decorridas de medos
Que foram se perdendo em corações vazios.

E mais uma vez o incerto manifesta-se
Com uma vertente desconhecida de paixão
Só para mais uma vez mostrar
Que não cabe a nós a decisão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Noites de domingo



Fecho os olhos
Para enxergar 
O que os olhos
fingem não perceber.

Na cabeça
As recordações
São tudo que tenho
Nesses dias frívolos.

Angustia no coração
É o único sentimento
Que perdura às noites
De domingo como esta.

Nem se estivesse ébrio
Acalentaria tal sensação
De vazio que permeia
Minha alma melancólica.
J Mario Cavalcante

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O caminhante solitário



O caminhante solitário, há de peregrinar por mais um tempo.
Cobrindo suas próprias pegadas na procura do que perdeu
Ou reavaliando todas as experiências que o trouxeram até aqui.
Arrependimentos carrega na bagagem e as conquistas nos bolsos.

O caminhante solitário, há de peregrinar por mais um tempo.
De tanto tentar encontrar uma estrada que o leve a algum lugar
Vive desencontrado dentro dos seus devaneios adolescentes
E de tanto olhar para frente não passou pela estrada do presente

Acho que o caminhante solitário esta perdido
E não quer se encontrar e sim ser encontrado.
Talvez ele queira parar de caminhar e sentar-se.
J Mario Cavalcante

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A beleza é um artificio perigoso


Fascina o admirador
Superestima o admirado.
Seduz o admirador
Diviniza o admirado.

Admirado de ego alimentado
Admirador de ego vilipendiado.
Admirado torna-se narcisista
Admirador torna-se insignificante.

A beleza torna fútil o homem
Do mesmo modo que o envolve
E o mantem preso em paradigmas
Difíceis de serem rompidos.

O homem torna a beleza fútil
Desfilando suas tendencias hipócritas
Comprando suas aparências
Nos vastos meios de alienação.
J Mario Cavalcante

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Antes a inquietude do amor ao conforto da solidão


Anteponho sofrer mil dias por amor.
A caminhar cem dias de coração oco.
Pertence aos covardes o medo de amar.
E aos impávidos a possibilidade de sofrer.

E na estrada por onde o amor passou,
Também passei por ela algumas vezes.
E vi que nem sempre o amor é compartilhado,
Amor que seria pra dois fica com um só.

Bem ao longe dentro de um aquário
Estavam os indiferentes ao amor,
Mas quando chega a noite e a solidão assola a alma
A culpa é do coração por não se apaixonar.

E antes de dizer que não existe mais o amor
Saiba que esse é um sentimento infindável
E o que incomoda não é o fato de sofrer,
Mas sim a imprecisão de sua chegada.
J Mario Cavalcante

domingo, 20 de janeiro de 2013

O que há por de trás destes pequenos olhos negros?

São milhares de momentos
Fracionados que começam
A determinar uma vida.

O Eu de hoje provavelmente
Não seja o mesmo Eu
De amanhã.

Onde a felicidade são finas listras 
Brancas riscadas num grande fundo
Preto de tristeza no quadro da vida.

E o que cabe na infinita
Luta da vida é a felicidade
De se permitir sonhar.

Mas do que vale a metáfora
De um coração perante o
Materialismo exacerbado da razão.

Um ser incrédulo perambula sobre
A longa estrada do amor mesmo
Desconhecendo o caminho a seguir.

E uma unica duvida me faz questionar.
O que há por de trás destes pequenos olhos negros?
J Mario Cavalcante

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

?


A madrugada caminhava para seu fim

Com a lua dourada
Do tamanho da ambição 
Dos homens.

O céu cintilava
Com a cor do sangue
Daqueles que morreram
Por seus ideais.

As gotas de prata ferventes
Que jorravam do céu
Feria quem ousasse
Enfrentar-te.

A noite furiosa que se extinguia.
Levava com ela todos os sonhos
Daqueles que ousaram nos proteger.

A chama da desordem não cessou,
Mas os que nos protegem cessaram.

Porque essa era a visão dos derrotados
Onde não há um final feliz,
Mas sim um final errado.

J Mario Cavalcante

Se ela soubesse



Meu semblante sempre é tomado por sorrisos,
Só por causa de uma rápida lembrança sua.
Ah! Se você soubesse que sempre permeias
Meus pensamentos com um sentimento tão bom
E que até no pior dos dias você me conforta.

Enquanto sua existência souber o caminho
De colorir o preto e branco dos meus dias,
Sensibilizar a obscuridade do espirito
E despertar a paixão infantil do meu peito.

Vou empenhar-se em cativar seu afeto
Com tanta expectação, que palavras serão
desnecessárias diante do fascínio que meus
olhos trazem com si, no ansiar de um beijo teu.

Meu semblante sempre é tomado por sorrisos.
Quando sou invadido por varias lembranças suas.
Ah! Se você soubesse que sempre te escrevo
Meus versos tentando te dizer o que você me traz de bom
E que até no melhor dos dias continuo pensando em você.

J Mario Cavalcante

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POBRE ZÉ

Há dias em que sento entre a platéia de um circo fúnebre.
Onde a obscuridade até que é benevolente
Diante das circunstâncias sombrias na qual passam-se os dias.
Hoje vi fantoches de sucesso trabalhar pro homem sem face
Exauriram direitinho cada gota de auto-estima do pobre Zé.
Parabéns! Aplausos fervorosos ecoaram dentro da cabeça
E a platéia em couro a vociferar:
Lá se vai mais um derrotado!
Lá se vai mais um derrotado!
Mas por que ele não desiste?
Já que caminha de ombros caídos, fisionomia triste 
E cheio de trejeitos esquisitos advindos de varias frustrações.
Ele esta preste àtravessar a tênue linha do discernimento
Será essa a liberdade dos desencontrados?
Se virar pra dentro da cabeça onde tudo acontece do seu modo.
Pobre Zé, acredita que a perfeição só existe no irreal
Tornando a realidade assim imperfeita.
Ousou pensar que felicidade não passa de um desconcerto organizado.
E o amor um breve devaneio facil de confundir com ideal de vida.
Mas por que ele não desiste?

J. Mário Cavalcante

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013



Queria alegrar-me com aspirações mundanas.

E criar perspectivas com o medíocre.

Queria contentar-me com o que é insignificante.

E fingir que no peito quiçá há um coração.


Espero ser manifestado através do destino.

Contar com a sorte de um principiante.

Para sentar a mesa fausto e otimista

E saborear com todas as honras o festim da conquista.


J Mario Cavalcante