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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A beleza é um artificio perigoso


Fascina o admirador
Superestima o admirado.
Seduz o admirador
Diviniza o admirado.

Admirado de ego alimentado
Admirador de ego vilipendiado.
Admirado torna-se narcisista
Admirador torna-se insignificante.

A beleza torna fútil o homem
Do mesmo modo que o envolve
E o mantem preso em paradigmas
Difíceis de serem rompidos.

O homem torna a beleza fútil
Desfilando suas tendencias hipócritas
Comprando suas aparências
Nos vastos meios de alienação.
J Mario Cavalcante

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Antes a inquietude do amor ao conforto da solidão


Anteponho sofrer mil dias por amor.
A caminhar cem dias de coração oco.
Pertence aos covardes o medo de amar.
E aos impávidos a possibilidade de sofrer.

E na estrada por onde o amor passou,
Também passei por ela algumas vezes.
E vi que nem sempre o amor é compartilhado,
Amor que seria pra dois fica com um só.

Bem ao longe dentro de um aquário
Estavam os indiferentes ao amor,
Mas quando chega a noite e a solidão assola a alma
A culpa é do coração por não se apaixonar.

E antes de dizer que não existe mais o amor
Saiba que esse é um sentimento infindável
E o que incomoda não é o fato de sofrer,
Mas sim a imprecisão de sua chegada.
J Mario Cavalcante

domingo, 20 de janeiro de 2013

O que há por de trás destes pequenos olhos negros?

São milhares de momentos
Fracionados que começam
A determinar uma vida.

O Eu de hoje provavelmente
Não seja o mesmo Eu
De amanhã.

Onde a felicidade são finas listras 
Brancas riscadas num grande fundo
Preto de tristeza no quadro da vida.

E o que cabe na infinita
Luta da vida é a felicidade
De se permitir sonhar.

Mas do que vale a metáfora
De um coração perante o
Materialismo exacerbado da razão.

Um ser incrédulo perambula sobre
A longa estrada do amor mesmo
Desconhecendo o caminho a seguir.

E uma unica duvida me faz questionar.
O que há por de trás destes pequenos olhos negros?
J Mario Cavalcante

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

?


A madrugada caminhava para seu fim

Com a lua dourada
Do tamanho da ambição 
Dos homens.

O céu cintilava
Com a cor do sangue
Daqueles que morreram
Por seus ideais.

As gotas de prata ferventes
Que jorravam do céu
Feria quem ousasse
Enfrentar-te.

A noite furiosa que se extinguia.
Levava com ela todos os sonhos
Daqueles que ousaram nos proteger.

A chama da desordem não cessou,
Mas os que nos protegem cessaram.

Porque essa era a visão dos derrotados
Onde não há um final feliz,
Mas sim um final errado.

J Mario Cavalcante

Se ela soubesse



Meu semblante sempre é tomado por sorrisos,
Só por causa de uma rápida lembrança sua.
Ah! Se você soubesse que sempre permeias
Meus pensamentos com um sentimento tão bom
E que até no pior dos dias você me conforta.

Enquanto sua existência souber o caminho
De colorir o preto e branco dos meus dias,
Sensibilizar a obscuridade do espirito
E despertar a paixão infantil do meu peito.

Vou empenhar-se em cativar seu afeto
Com tanta expectação, que palavras serão
desnecessárias diante do fascínio que meus
olhos trazem com si, no ansiar de um beijo teu.

Meu semblante sempre é tomado por sorrisos.
Quando sou invadido por varias lembranças suas.
Ah! Se você soubesse que sempre te escrevo
Meus versos tentando te dizer o que você me traz de bom
E que até no melhor dos dias continuo pensando em você.

J Mario Cavalcante

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POBRE ZÉ

Há dias em que sento entre a platéia de um circo fúnebre.
Onde a obscuridade até que é benevolente
Diante das circunstâncias sombrias na qual passam-se os dias.
Hoje vi fantoches de sucesso trabalhar pro homem sem face
Exauriram direitinho cada gota de auto-estima do pobre Zé.
Parabéns! Aplausos fervorosos ecoaram dentro da cabeça
E a platéia em couro a vociferar:
Lá se vai mais um derrotado!
Lá se vai mais um derrotado!
Mas por que ele não desiste?
Já que caminha de ombros caídos, fisionomia triste 
E cheio de trejeitos esquisitos advindos de varias frustrações.
Ele esta preste àtravessar a tênue linha do discernimento
Será essa a liberdade dos desencontrados?
Se virar pra dentro da cabeça onde tudo acontece do seu modo.
Pobre Zé, acredita que a perfeição só existe no irreal
Tornando a realidade assim imperfeita.
Ousou pensar que felicidade não passa de um desconcerto organizado.
E o amor um breve devaneio facil de confundir com ideal de vida.
Mas por que ele não desiste?

J. Mário Cavalcante

 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013



Queria alegrar-me com aspirações mundanas.

E criar perspectivas com o medíocre.

Queria contentar-me com o que é insignificante.

E fingir que no peito quiçá há um coração.


Espero ser manifestado através do destino.

Contar com a sorte de um principiante.

Para sentar a mesa fausto e otimista

E saborear com todas as honras o festim da conquista.


J Mario Cavalcante