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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A beleza é um artificio perigoso


Fascina o admirador
Superestima o admirado.
Seduz o admirador
Diviniza o admirado.

Admirado de ego alimentado
Admirador de ego vilipendiado.
Admirado torna-se narcisista
Admirador torna-se insignificante.

A beleza torna fútil o homem
Do mesmo modo que o envolve
E o mantem preso em paradigmas
Difíceis de serem rompidos.

O homem torna a beleza fútil
Desfilando suas tendencias hipócritas
Comprando suas aparências
Nos vastos meios de alienação.
J Mario Cavalcante