Páginas

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Insonia




No silencio da solidão
Posso ouvir você dizer
Que não sirvo mais,
Que sou uma peça obsoleta.

E no vazio que habita
Meu peito fatigado
De esperar por um breve
Sorriso que esclareça tudo.

A insonia que tortura,
Filme de más lembranças
Torna o leito pungido
E o sono longínquo.

Nada como o amanhecer
Para dissipar os fantasmas
E reacender a fé
De um futuro não tão turbulento.

J Mario Cavalcante