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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filhos da Seca




O sol dourado que cintila no céu
Derrama-se sobre a caatinga
Num tom áureo que traduz beleza
Aos que observam de longe.

Para os que estão dentro
A beleza é anêmica
Diante do sofrimento
Que a seca assola.

E as carcaças sem vida
Putrificam o ar e os corações
Dos que amam essa terra, e dessa
Mesma que reluz beleza em meio a dor.

E o caboclo que ama sua terra
De face sofrida confunde-se
Perante a paisagem árida
De um Nordeste forte.

J Mario Cavalcante