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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Suicídio do Espirito




O Espirito acabou de suicidar-se
Tentou sequestrar a Esperança
Pois seria mais fácil convencer o suicídio coletivo
Dos outros com a Esperança desaparecida.

A Raiva esqueceu de tomar seu remédio
Perdeu o controle e tentou dar um tiro na Razão.
O Discernimento disse que ali não ficava
E que se a Raiva quisesse libertar a Loucura não impediria.

Lá vem a Loucura correndo de mãos dadas com o Amor
Disseram que se conheceram em tempos de crise
Na época em que o Espirito era jovem
E vivia confundindo a todos com ideias anarquista.

O Desespero com sua falta de personalidade
Tentou ficar no lugar da Esperança
Alegando que ficaria no posto por pouco tempo
Só ira preparar tudo para quando o Fim chegasse.
J Mario Cavalcante

Futuro Incerto





Quando o futuro torna-se incerto
E os pressentimentos depressivos,
Cheiram a incensos obscuros
De lugares que não sei se quero estar.

Ser das sombras que caminha
Em um lugar dentro de nós
Que lutamos constantemente
Contra, desviando o pensamento.

O pior de todos os sentimentos
É não ter sentimento nenhum
Pois não quero acordar mais um dia
E caminhar com a alma deserta.
J Mario Cavalcante

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Insonia




No silencio da solidão
Posso ouvir você dizer
Que não sirvo mais,
Que sou uma peça obsoleta.

E no vazio que habita
Meu peito fatigado
De esperar por um breve
Sorriso que esclareça tudo.

A insonia que tortura,
Filme de más lembranças
Torna o leito pungido
E o sono longínquo.

Nada como o amanhecer
Para dissipar os fantasmas
E reacender a fé
De um futuro não tão turbulento.

J Mario Cavalcante

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casualidade



      A tempestade que Francisco assistia pela janela de sua casa parecia não atormenta-lo, os olhos continuavam atentos as gotas que escorriam pelo vidro que distorciam a paisagem que vinha lá de fora.
      A paz que ele demonstrava estar a balançar-se na cadeira que fazia aquele barulhinho insistente e constante, só um disfarce da sua alma atormentada pelos fatos ocorridos a algumas horas atrás.
       Na mesa de jantar ainda se encontravam duas taças com um pouco de vinho em cada, uma das taças trazia marcas de batom em suas bordas de um rosado tímido. Lábios que pertenciam a uma moça que Francisco havia conhecido naquela mesma noite em um bar que costuma frequentar aos sábados.
       Apresentados por um amigo em comum, ele logo simpatizou com a moça que tinha o sorriso fácil e não apresentava aquele ar vulgar que algumas mulheres transmitem. Conversaram por algumas horas de fatos superficiais, pessoas que ambos conheciam, interesses em comum e acontecimentos banais. Ambos esperavam a mesma coisa naquela noite.
       Já era madrugada o bar estava pra fechar, Francisco pediu a conta e a convidou para terminarem de conversar em sua casa enquanto bebiam um pouco mais, Ela topou e eles foram caminhando.
       A madrugada estava fria o ar úmido fazendo cair gotas de orvalho nos seus rostos das arvores que arborizavam o caminho, caminhavam em silencio conversando com seus próprios pensamentos onde o único barulho que havia eram do solado de seus sapatos ao tocar no chão molhado.
      Francisco começou a tirar as chaves do bolso para abrir o portão ela o segurou pelo pulso, suas mãos eram pequenas dedos finos mas com firmeza o colocou contra a parede, por mais que não fosse nem uma surpresa o que está preste a acontecer, o coração dispara a sensibilidade aflora e o toque parece invadir sua pele, ambos anelavam até que seus lábios se encontram conectando todos os desejos em um único pulsar, as mãos dele seguram-a pelas costas encaixadas perfeitamente no seu vinco as delas afagam com furor os cabelos dele. Ele abre o portão as pressas o ritmo das coisas não é mais o mesmo os dois agora estão prestes.........., quando abrem a porta. Francisco depara-se com a insegurança dela, ela protelou, ele caminha até cozinha pega duas taças de vinho, começam a beber e sorrir um para o outro, colocam as taças em cima da mesa ela o pega pelo braço com um sorriso intimista e sobem.

J Mario Cavalcante

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnaval




As vezes a solidão esta cheia de gente
Todos títeres de suas próprias emoções
Carregam sempre consigo a esperança
De enxergar alguma fagulha de luz no breu.

Olhos ávidos buscam respostas para minha solidão cronica.
E as dores no peito de um romântico incurável
Se manifestam a cada novo carnaval
Culpa do vazio que enevoá minha mente.

Depois que o festim da alegria cai dos ombros
E as mascaras revelam a obscuridade das intenções humanas
A dança coreografada das palavras torna -se mais complexa
E para os que estão exausto de dançar, sentar-se no meio fio.
J Mario Cavalcante

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Possibilidades




Ao acaso a casualidade me sorriu
Repleta de possibilidades inexatas
Por ser tratar de uma personalidade
enigmática, fragmentada e ou inexistente.

Criar expectativas com fantasias utópicas
Me fez perceber que perdia muito tempo
Com preocupações decorridas de medos
Que foram se perdendo em corações vazios.

E mais uma vez o incerto manifesta-se
Com uma vertente desconhecida de paixão
Só para mais uma vez mostrar
Que não cabe a nós a decisão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Noites de domingo



Fecho os olhos
Para enxergar 
O que os olhos
fingem não perceber.

Na cabeça
As recordações
São tudo que tenho
Nesses dias frívolos.

Angustia no coração
É o único sentimento
Que perdura às noites
De domingo como esta.

Nem se estivesse ébrio
Acalentaria tal sensação
De vazio que permeia
Minha alma melancólica.
J Mario Cavalcante

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O caminhante solitário



O caminhante solitário, há de peregrinar por mais um tempo.
Cobrindo suas próprias pegadas na procura do que perdeu
Ou reavaliando todas as experiências que o trouxeram até aqui.
Arrependimentos carrega na bagagem e as conquistas nos bolsos.

O caminhante solitário, há de peregrinar por mais um tempo.
De tanto tentar encontrar uma estrada que o leve a algum lugar
Vive desencontrado dentro dos seus devaneios adolescentes
E de tanto olhar para frente não passou pela estrada do presente

Acho que o caminhante solitário esta perdido
E não quer se encontrar e sim ser encontrado.
Talvez ele queira parar de caminhar e sentar-se.
J Mario Cavalcante