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quinta-feira, 21 de março de 2013

Sonhos



É no ócio que se estabelece
Minha relação com as frustrações
Que vagam clandestinamente
Por caminhos que não passo.

Os sonhos afloram com prazo de validade
Em corações aflitos, desiludidos e vazios
E pra tornar real o que se é abstrato
Exige muita fé cega a ser despendida.

E pra se montar o enredo
De transformação do acreditar
Em algo possível de realizar
Me faz ter forças pra continuar.

E desistir nunca irá me tornar sensato,
Talvez um frustrado prepotente
Que joga seu sonho em uma lixeira
E mente pra si mesmo, dizendo que amadureceu.

J Mario Cavalcante

segunda-feira, 4 de março de 2013

Aonde estiver


Escrevo para transbordar as aflições
Que o silencio já se encheu de ouvir.
Renovar, o que se esta pútrido aqui dentro.
E que meus sonhos não se percam
Em sorrisos acolhedores deturpados.

Escrevo para falar de amor 
Que vem sofrendo a tempos
Na longa estação das trevas
De profanos que vociferam
Conhecedores do amor.

Escrevo para mostrar a cumplicidade
Que há entre amor e dor, e questionar 
Os indignos que se julgam detentores
Do primeiro sem se quer ter dado um passo 
Nos vários km que o segundo deixou para se chegar ao primeiro.

Escrevo para entender a chaga sempre aberta
Que sangra a cada novo recomeço e linha escrita.
Sempre tenta cicatrizar a cada sorriso teu
Mas volta a doer quando percebo que não passa
De mais uma frustração por dormir em braços frigidos.

Escrevo para que um dia meus sentimentos cheguem a ti.
Para que eu possa fechar a pagina que foi escrita para ti
E assim abrir uma nova para que eu comece a agradecer
Por todos os dias que escrevi a ti na expectativa de te encontrar
E finalmente descansar desse devaneio chamado solidão.

J Mario Cavalcante

sexta-feira, 1 de março de 2013

O que José diria?: Só imagem

O que José diria?: Só imagem: A solidão sempre a pregar peças Nos corações desatentos e lúgubres. Miragens que ao longe exprimem belezas Concepções comprometidas po...

Só imagem




A solidão sempre a pregar peças
Nos corações desatentos e lúgubres.
Miragens que ao longe exprimem belezas
Concepções comprometidas por insensatez.

Apaixono-me mil vezes todos os dias,
Mínimos gestos de extrema formosura
Fascinam, impecavelmente tão lindas
Sempre seduzem por tão doce candura.

E no silenciar das paixões dentro do peito
Por não desapegos a rotinas fúteis
Adquiridas quando? Nem lembro-me ao certo
Motivos esses que talvez deixe os dias desagradáveis.
J Mario Cavalcante