Páginas

sábado, 24 de dezembro de 2016

TUDO QUE EU NÃO DEVIA ESCREVER NUMA VÉSPERA DE NATAL

Pense um pouco em ti
Seja egoísta e até hedonista
Beba amor próprio,
Não, tome um porre.

Sofra por amor e deixe doer
Ame e deixe sentir
Seja feliz e até bobo
Seja você, sem convenções
Com contradições.

Abrace as oportunidades
E as pessoas também
Fique triste com um sorriso
Alegre-se sem sorrir
Seja inconstante e até idiota
Seja feliz com você
Sem amarras, viva!

Aproveite os dias,
Segundas, terças e quartas
Só trabalhe ou não,
Tenha momentos íntimos
Só com você, garanto que
Os outros esperam.

Faça só o que quiser
Use o NÃO,
Sabendo ou não usar.
Não sei sorrir nem por isso
Deixo de usar.
Só seja o que você enseja
Por meia hora ou uma vida
Deixe pra depois tudo aquilo
Que você devia ter feito pra ontem
E faça pra ontem tudo que devia deixar pra lá

Seja, viva e sobreviva
Dance sem música
Fique parado com música
Sorria pros entojados
E mande a merda os felizes
Quando queira inverter
Também o faça.

Saia da caixa ou do armário
Ou fique lá, quem sou eu
Pra julgar.

Seja parcial e imparcial
Um seguido do outro
Inverta as ordens, desrespeite-as
Também.


E no natal seja feliz com ou sem clichês.

J. Mário Cavalcante



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MINHA CALMA É LEVE

Você acredita no amor?
Abafou o não no silêncio
Da sua dúvida.

Nem a mais bela das atuações
Do seu protagonista favorito
Interpreta o frio na sua barriga

Que dissipa

No encaixe de nossas buscas
Nas poucas palavras ditas
Ofegava.

Você acredita no amor?
Buscava respostas no precipício
Da sua vida.

Confundia as verdades com distrações
Mesmo depois de tudo que foi dito
Com o amor continuava em briga

Não dissipa

No contraste de nossas buscas
Fingidas almas altruístas

Silenciava.

J. Mário Cavalcante


terça-feira, 29 de novembro de 2016

PRECISO BEBER MAIS CERVEJAS



Dedos frenéticos e um monte de bobeira para falar
Uma garrafa de cerveja e música boa a tocar
Sem querer brota um sorriso tímido de canto de boca
E o sentido de felicidade surge sem indagação filosófica.

Paixões manifestam-se com olhos tímidos e perdidos
Segunda garrafa de cerveja e a música melhorando
Minhas ambições primitivas afloram de forma rebuscada
E o engraçado é que minha paixão está despreocupada.

Impressionante como nos afeiçoamos ao desprezo
Terceira garrafa de cerveja lembra-me o desprezo
O tempo que perdemos flertando com o vazio
E que o sentido de felicidade é superficial e arredio.

É engraçado como interpretamos afeto como caridade
Quarta garrafa de cerveja vi dentro dela a felicidade
Mas também na pureza de quem diz o que sente
Diante de tanta gente que manipula e mente.

J. Mário Cavalcante 

 

sábado, 26 de novembro de 2016

DESCULPAS TORTAS

A vida desdobra-se em ciclos
Meus medos e desejos em vícios
Minhas palavras ecoam como trovão
E pelo barulho te peço perdão.

Os dias desdobram-se em vícios
Meus medos e desejos em ciclos
Minhas paixões megalomaníacas
Necessitam de algumas dicas.

No branco de ideias rascunhadas
Espero que veja minha alma rabiscada
E cheia de borrões.

Na nossa busca por explicações
Acobertamos nossas intenções
Mas elas já foram desenhadas.

J. Mário Cavalcante 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SENTINDO-SE SEM SENTIDO



Sangre por iris estéreis
Iluda-se em terras férteis
De corações sentidos.

Mande “ois” desnecessários
E se for preciso mande vários
Até que algum faça sentido.

Permita-se em não fazer “joguinhos”
Convide-a para tomar um bom vinho
Bagunce seus sentidos.

E se do outro lado permanecer o silencio
Por acreditar que seu sentimento é vazio
A sua afeição por ela é sem sentido.

J. Mário Cavalcante

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

DIA 3



Dois mundos distantes
Permanecem incógnitos
Na silhueta de um vestido
Que acorrenta-me em pensamentos

Devaneios de probabilidades infinitas
Situações incompreendidas
Culpa do silencio,
Do looping de desejos contidos.

Caminho em silencio
Entre sociopatas,
Mentes anorexas
E estupidos.

Na busca por eros
Que vi em seus olhos
Em uma tarde qualquer
Onde o vazio fazia casa.

J. Mário Cavalcante