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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

VOCÊ ME BAGUNÇA



Dispara mesmo com trava
Estilhaça silenciosamente,
Em dor no peito crava
Sufoca-me desesperadamente

Quanto mais entrei nesse
Jogo de silencio forçado
Acreditei que se não te visse
Mais, teria o assunto acabado.

Mas quando trata-se de solidão
Os demônios correm sorrindo
A sua aura virou atração.

Enquanto permaneço caindo
Nas trevas da falta de razão
Meus fantasmas estão indo e vindo.

J. Mário Cavalcante