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segunda-feira, 25 de julho de 2016

TENHO ANDADO DISTRAÍDO



Distraio-me com o que não importa
Esqueço de agradecer o que importa
Como o sorriso que estampa meu rosto
E você nem sabe que me deu.

Distraio-me com o que não tenho
Esqueço de agradecer o que tenho
Como a lembrança que estampa minha mente
E você nem sabe que me deu.

Distraio-me com o que não sinto
Esqueço de agradecer o que sinto
Como o sorriso que brota dos meus olhos
E você nem sabe que me deu.

Distraio-me com o que me convém
Esqueço de agradecer o que não convém
Como a lembrança do que me surpreende
E você nem sabe que me deu.

J. Mário Cavalcante


 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

UM SENTIMENTO CHAMADO AMIZADE



Sentimento que não pertence
Aos egoístas, falsos e aproveitadores
Sentimento que sobrevive tanto a distancia
Quanto a rotina de dias iguais,
Atemporal
Nada possessivo. Não combina com ele,
Que fique bem claro!
Não descrevo as pessoas e sim o sentimento
Te tira de buracos que outros te jogaram
Impermeável a melodramas
E totalmente livre de qualquer preceito e ou preconceito
Ele é simples, não precisa de joguinhos
E quando combinado com outros
Intensifica seu brilho.
Sentimento meritocrático
Não trabalha com patentes e ou parentes
A não ser que queira.
E um dia ele me disse:
- Não confio em pessoas que não tem amigos.

J. Mário Cavalcante 


 

sábado, 9 de julho de 2016

PESSOAS DE PAPEL



Pessoas de papel
Configuradas em
Várias dobras
Saem todas iguais
Insubstanciais.

Pessoas de papel
Desmancham-se com
Qualquer chuva
Mesmo assim
Se acham demais.

Pessoas de papel
A maioria que vemos
São folhas em branco
Sem nenhum traço
De criatividade.

Pessoas de papel
Se enchem de
Clips coloridos
Algumas colocam
Até grampos, mas só.

Pessoas de papel
Preferem riscar
A serem riscadas
Tendência
De folhas vazias.

Pessoas de papel
Não sabem que
Daqui a um tempo
Estarão cheias
De dobras.

Pessoas de papel
Precisam aprender,
Quando o tempo passar
O que vale é o que
Está escrito.

J. Mário Cavalcante