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terça-feira, 29 de novembro de 2016

PRECISO BEBER MAIS CERVEJAS



Dedos frenéticos e um monte de bobeira para falar
Uma garrafa de cerveja e música boa a tocar
Sem querer brota um sorriso tímido de canto de boca
E o sentido de felicidade surge sem indagação filosófica.

Paixões manifestam-se com olhos tímidos e perdidos
Segunda garrafa de cerveja e a música melhorando
Minhas ambições primitivas afloram de forma rebuscada
E o engraçado é que minha paixão está despreocupada.

Impressionante como nos afeiçoamos ao desprezo
Terceira garrafa de cerveja lembra-me o desprezo
O tempo que perdemos flertando com o vazio
E que o sentido de felicidade é superficial e arredio.

É engraçado como interpretamos afeto como caridade
Quarta garrafa de cerveja vi dentro dela a felicidade
Mas também na pureza de quem diz o que sente
Diante de tanta gente que manipula e mente.

J. Mário Cavalcante 

 

sábado, 26 de novembro de 2016

DESCULPAS TORTAS

A vida desdobra-se em ciclos
Meus medos e desejos em vícios
Minhas palavras ecoam como trovão
E pelo barulho te peço perdão.

Os dias desdobram-se em vícios
Meus medos e desejos em ciclos
Minhas paixões megalomaníacas
Necessitam de algumas dicas.

No branco de ideias rascunhadas
Espero que veja minha alma rabiscada
E cheia de borrões.

Na nossa busca por explicações
Acobertamos nossas intenções
Mas elas já foram desenhadas.

J. Mário Cavalcante 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SENTINDO-SE SEM SENTIDO



Sangre por iris estéreis
Iluda-se em terras férteis
De corações sentidos.

Mande “ois” desnecessários
E se for preciso mande vários
Até que algum faça sentido.

Permita-se em não fazer “joguinhos”
Convide-a para tomar um bom vinho
Bagunce seus sentidos.

E se do outro lado permanecer o silencio
Por acreditar que seu sentimento é vazio
A sua afeição por ela é sem sentido.

J. Mário Cavalcante